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Alberto Ferreira (patrono)

        Nasceu em Campos em 23 de dezembro de 1905 e faleceu em 6 de novembro de 1932, em Rio Preto, distrito de Campos. Filho de Manoel Ferreira Nunes e Eulaila Montenegro Ferreira.
        Estudou no Liceu de Humanidades de Campos, mas como tinha o espírito desassossegado não conseguiu ficar por muito tempo nas grandes escolas. Passou, então, a frequentar escolas particulares, sendo, ainda, sua assiduidade muito baixa.
        Foi atleta de renome no meio esportivo da cidade e poeta dos mais sensíveis.
        “Boêmio, sem noitadas regadas a álcool, mas cheio de amores inconfessáveis. Amores tais que o fizeram sofrer, pois muitas mulheres, fingindo amá-lo, o abandonaram.”

José Florentino Salles

            Nasceu em Vila Nova, distrito de Campos, em 16 de maio de 1923. É autodidata. Em 1951 foi nomeado para o extinto Saps, dando início à sua carreira de servidor público.
            Salles deu início à sua carreira de radialista em 1949, na antiga Rádio Educadora do Rio de Janeiro (PRB 7), posteriormente Rádio Tamoio e atual CBN. Em Campos, no rádio local, trabalhou em quase todas as emissoras, sendo um dos fundadores da Associação dos Radialistas de Campos, atual Sindicato dos Trabalhadores em Emissoras de Rádio e Televisão do Norte Fluminense.
            Entre suas atividades no rádio foi locutor, animador de auditórios, redator, noticiarista e produtor. Atuou nos programas ‘Gurilândia’, ‘Radiorama’ e ‘Ao Som das Serenatas’, entre outros. Também foi adjunto–colaborador do saudoso Mário Ferraz Sampaio na prática de Rádio–Jornalismo do Curso de Comunicação da Faculdade de Filosofia de Campos (Fafic).
            Apresentou o programa “Domingo Alegre”, nas manhãs de domingo, pela Rádio Campos Difusora. É o radialista mais antigo em atividade no Brasil. Recebeu a Medalha Tiradentes da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) no dia 16 de maio de 2012, data em que completou 89 anos.
            Foi um dos fundadores e presidente da Academia Pedralva Letras e Artes, onde ocupa a Cadeira nº 1, patronímica do poeta Alberto Ferreira; membro da Associação de Imprensa Campista (AIC); membro dos Quadros da Loja Maçônica Fraternidade Campista, do Oriente de Campos e  membro da União Brasileira dos Trovadores (UBT).
            Faleceu no dia 16 de julho de 2020, aos 97 anos, em razão de complicações decorrentes da COVID-19.