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Luiz Omar Amerio Monteiro


Luiz Omar Amerio Monteiro nasceu em Campos dos Goytacazes/RJ no dia 29 de outubro de 1944, filho de Omar Sebastião dos Santos Monteiro e Dora Angela Amerio Monteiro.
Passou pelos bancos do Colégio São Salvador (1955-1958), do Liceu de Humanidades de Campos (1959-1962), da Escola Técnica Federal de Campos (1975-1977), bem como da Faculdade de Direito de Campos (1978-1982).
Advogado ligado a causas culturais, Luis Omar trabalhou na Empresa de Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro (TELERJ), foi Vice-presidente de Futebol do Americano Futebol Clube, bem como integrou o grupo musical “Boa Noite Amor”.
Um profundo admirador da beleza da vida, proferiu diversas palestras e participou de apresentações do grupo musical.
Tomou posse na Cadeira nº. 18 da Academia Pedralva no final do ano de 2005.

Silvio Fontoura (patrono)

        Nasceu em Campos em 3 de janeiro de 1876 e faleceu em 31 de março de 1952, em Niterói. Filho de José Alfredo Carneiro de Fontoura e Amélia Celestino Bastos Fontoura.
        Estudou em alguns colégios da cidade, tais com: o Colégio Cornélio, o Colégio Cândido Mendes e Liceu de Humanidades de Campos. Em seguida foi estudar na faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde fez o curso de odontologia.
        Depois de formado, regressou a Campos e montou um consultório odontológico. Algum tempo depois, abandonou a profissão e passou a se dedicar ao jornalismo e ao magistério particular.
        Colaborou em alguns jornais da cidade e, em especial, para a revista A Aurora, vindo a ser seu secretário, e, posteriormente, seu diretor. Algum tempo depois veio a fundar a revista Álbum.
        Mudou-se para Bom Jesus do Itabapoana, onde fundou o Ateneu Silvio Pélico, que teve a duração de dois anos. Fundou também o primeiro jornal daquela cidade: O Itabapoana.
        Ao regressar a Campos trabalhou em vários jornais. No dia 7 de setembro de 1916 fundou o jornal A Notícia, em parceria com outros colegas de profissão.
        No teatro escreveu a revista Campos em Flagrante, Campos em Cena, Toda Viva, Jiga-Joga, Flores de laranjeiras e Crescei e Multiplicai.


Prof. Walter Siqueira

                O professor Walter nasceu em Quissamã (RJ), antigo distrito de Macaé,  a  18 de maio de 1928 e faleceu em 20 de julho de 2003. Filho de José Pereira de Siqueira e Maria Gomes de Siqueira.
        Residiu em Macaé, onde fez seus primeiros estudos. Mudou-se para Campos em 1944, quando ingressou no Colégio São Salvador, vindo a concluir neste estabelecimento de ensino o curso ginasial, em 1947. Passou pelo Liceu de Humanidades de Campos, sem terminar o curso clássico, que teve inicio em 1949. De 1949 a 1952, estudou e  ao mesmo tempo lecionou, por se destacar como um ótimo aluno, na Escola Técnica de Comércio  Pedro II, ex-Academia de Comércio de Campos. Concluiu o curso Técnico de Contabilidade no Instituto Rui Barbosa. Conseguiu registrar-se em Geografia do Brasil, mediante exames de suficiência prestados na Faculdade Nacional de Filosofia, no Rio de Janeiro (1950). Entrou para o serviço público, em 1952, aprovado em concurso público. Aposentou-se como agente administrativo do Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social), agência Campos.
        Exerceu o jornalismo profissional, tendo sido redator, revisor, secretário e diretor de vários jornais da região.
        Teve uma vida literária intensa. Foi professor, jornalista, poeta, trovador e escritor. Era o polo catalisador das atividades literárias dos outros centros. Para ele convergiam os livros, os artigos, as cartas, os lançamentos de livros, convites de eventos culturais, livros para prefaciar, revisar e as noticias literárias proveniente de todas as partes do Brasil e até de outros países. Era uma espécie de "Embaixador da Cultura".
        Fundou com Almir Soares e Pedro Manhães, em 1947, a Academia Pedralva  Letras e Artes, onde ocupou a cadeira que tem Silvio Fontoura como patrono. Pertenceu à Academia Campista de Letras, cadeira Obertal Chaves, tendo sido seu presidente.
        Fundou, em 1952, com Antônio Weindler e Constantino Gonçalves, o Instituto Campista de Literatura. Fundou e foi membro correspondente de várias academias do país, da região e de Tolosa, Argentina.
        Obteve o “Prêmio Alberto Lamego” da Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes (RJ), com a obra “Subsídios para um dicionário geográfico do município de Campos.”